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Cooperativismo



O cooperativismo, que tem como objetivo difundir os seus ideais e alcançar pleno desenvolvimento financeiro, econômico e social, surgiu em 1884, quando um grupo de 28 tecelões de uma fábrica, localizada na cidade de Rochdale, Inglaterra, se reuniu para combater o avanço do capitalismo e os intermediários, que não obedeciam ao princípio da justiça do trabalho.
A ideia era criar um sistema econômico que tivesse como base a ajuda mútua, a solidariedade humana, a cooperação, a honestidade e o esforço coletivo. Foi aí que surgiu o cooperativismo, e, com ele, a primeira cooperativa do mundo. Aos poucos, os princípios que direcionaram a organização dos tecelões foram disseminados.
     
Princípios do Cooperativismo
1 – Adesão voluntária e livre: as cooperativas são organizações voluntárias abertas a qualquer pessoa apta a utilizar os seus serviços e assumir as responsabilidades como membro, sem discriminação de sexo, classe, política e religião.

2 - Gestão democrática pelos membros: uma cooperativa é, necessariamente, uma organização democrática. Os membros controlam a cooperativa e participam ativamente da formulação das políticas e da tomada de decisões. Os eleitos como representantes dos demais membros são responsáveis perante estes. Nas cooperativas de primeiro grau, os membros têm igual direito de voto (um membro, um voto) e as cooperativas de grau superior são, também, organizadas de maneira democrática.

3 - Participação econômica dos membros: os membros contribuem equitativamente para o capital das suas cooperativas. O controle do capital é feito democraticamente e parte desse capital é, normalmente, propriedade comum da cooperativa. Os membros recebem, habitualmente, se houver, uma remuneração limitada ao capital integralizado, como condição de sua adesão. Sempre com base na decisão democrática, os excedentes destinam-se a um ou mais dos seguintes objetivos:
             a) desenvolvimento das suas cooperativas, eventualmente através da criação de reservas, parte das quais, pelo menos, será indivisível;
             b) benefício aos membros na proporção das suas transações com a cooperativa;
             c) apoio a outras atividades aprovadas pelos membros.

4 - Autonomia e independência: controladas por seus membros, as cooperativas são organizações autônomas caracterizadas pela ajuda mútua. Se estas firmam acordo com outras organizações, incluindo instituições públicas, ou recorrem a capital externo, devem fazê-lo em condições que assegurem o controle democrático pelos seus membros e mantenham a autonomia das cooperativas.

5 - Educação, formação e informação: as cooperativas promovem a educação e a formação dos seus membros, dos representantes eleitos e dos trabalhadores de forma que estes possam contribuir, eficazmente, para o desenvolvimento das suas cooperativas. Informam o público em geral, particularmente os jovens e os líderes de opinião, sobre a natureza e as vantagens da cooperação.

6 – Inter cooperação: é lema das cooperativas atuarem em conjunto, através de suas representações locais, regionais, nacionais e internacionais. Tudo isso para dar força ao movimento cooperativista.

7- Interesse pela comunidade: as cooperativas também devem trabalhar para o desenvolvimento das suas comunidades e, para tanto, devem aprovar políticas sociais junto aos seus membros.



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