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CERBRANORTE

HISTÓRICO
 

Os Abnegados Pioneiros

      Do rio Glória, que alimentava uma pequena turbina, de 30kva, surgiu uma grande história, a chegada da energia elétrica no Vale do Braço do Norte. Ela começa em 1929 através de dois pioneiros: Theodoro Bernardo Schlickmann e Augusto Withenrich. Esta história se divide em várias etapas:
1930 – Sociedade Força e Luz Braço do Norte
      Do esforço destes dois homens de visão nasceu, em 1930, a Sociedade Força e Luz Braço do Norte, empresa que traria ao pequeno povoado, luz elétrica e condições para o seu desenvolvimento sócio-econômico.
O crescimento veio, vários estabelecimentos surgiram, inúmeros pedidos de ligações de energia foram feitos.
      Em pouco tempo, as águas do rio Glória já não supriam mais a demanda de energia necessária ao desenvolvimento do município. Percebendo a necessidade de transferir a usina para um rio mais volumoso, o Sr. Schlickmann instalou, no rio Braço do Norte, uma turbina e um gerador com maior capacidade: 125kva.
      No início dos anos 60 o comando da usina passou a ser exercido pela Prefeitura de Braço do Norte que incentivou, por motivos legais, a comunidade na formação de uma sociedade cooperativa. Assim, em fevereiro de 1962, com a participação de 42 associados, nascia a Sociedade Cooperativa de Eletrificação Rural de Braço do Norte de Responsabilidade Ltda. tendo como primeiro presidente o Sr. Dorvalino Locks.
      O primeiro desafio da nova cooperativa foi aumentar a capacidade de energia fornecida a Braço do Norte e região, pois, a usina da represa já não permitia novas ligações.
      Com a ajuda da Comissão de Energia Elétrica de Santa Catarina e da população de Braço do Norte, foi construída a subestação de Gravatal, com rede de transmissão vinda da Companhia Siderúrgica Nacional, em Tubarão. Esta rede veio suprir a demanda e garantir condições de desenvolvimento ao Vale do Braço do Norte.
      Aos 42 sócios iniciais da cooperativa, foram surgindo, dia-a-dia, novas adesões, até o número atual de aproximadamente 13 mil (treze mil) associados, entre residências, indústrias, comércio, propriedades rurais e poder público.